Sinopse

"O Morro dos Ventos Uivantes" é a história inesquecível de um amor que nasceu na infância entre Catherine Earnshaw e Heathcliff, órfão adotado pelo pai da jovem e levado para Wuthering Heights, a propriedade da família. Enquanto Catherine cria laços fortes com Heathcliff, o irmão dela, Hindley, o despreza, tratando-o como um rival. Heathcliff cresce dividido entre o amor por Catherine e a raiva por todas as humilhações às quais é submetido. Uma situação que o obriga a tomar uma decisão que mudará a sua vida. Em meio à violência de uma tempestade de verão, ele abandona Wuthering Heights. Passa os três anos seguintes longe e, durante esse período, Catherine se casa, apesar de seu coração ainda pertencer a Heathcliff. Ao voltar para o seio de sua família adotiva, ele é um homem mais forte e maduro, pronto a impor a seus velhos inimigos uma vingança tirânica, que por anos manteve reprimida. Livre das convenções sociais de seu tempo e com uma intensidade emocional sem precedentes, "O Morro dos Ventos Uivantes" é um romance original e profundamente trágico, que se consagrou como uma das maiores obras da literatura britânica do século XIX.



Quem nunca ouviu falar desse clássico? Os leitores se dividem em quem ama ou odeia a obra (eu amo), durante um tempo ela ficou esquecida mas, renasceu graças a Crepúsculo.
A história se passa nas propriedades vizinhas de duas famílias - os Lintons e os Earneshaws e é narrada em grande parte pela governanta que se dividi entre as duas famílias, a senhora Ellen Dean, que recebe um viajante em uma das casas da família de Heathcliff (o garoto cigano que consegue tomar para si todas as posses da família que o adotou) e resolve lhes contar a saga de Catherine e seu patrão.

Meu comentário de leitura
 
Heathcliff é sem dúvidas meu personagem favorito, ele foi capaz de despertar em mim o amor e o ódio de uma maneira muito intensa. Ele carrega a dor de sua história de forma que, por mais que apresentado a suas maldades, não consegui ódia-lo por completo
A narrativa do livro é muito grosseira, densa. Encontrei dificuldade no primeiro capítulo. Entretanto, quando me acostumei com a forma de enredo de Bronte fui conduzida de uma maneira envolvente, é um livro que mesmo demonstrando tanta crueldade nos prende do início ao fim, nos cativando pelos momentos de compreensão da natureza humana.
Super recomendo. 

Trechos do livro

"… Seria degradante para mim casar agora com Heathcliff; por isso, ele nunca saberá como eu o amo; e não é por ele ser bonito, Nelly, mas por ser mais parecido comigo do que eu própria. Seja qual for a matéria de que nossas almas são feitas, a minha e a dele são iguais…"

"Os meus grandes desgostos neste mundo foram os desgostos do Heathcliff, e eu acompanhei e senti cada um deles desde o início; é ele que me mantém viva. Se tudo o mais perecesse e ele ficasse, eu continuaria, mesmo assim, a existir; e se tudo o mais ficasse e ele fosse aniquilado, o universo se tornaria para mim uma vastidão desconhecida, a que eu não teria a sensação de pertencer. O meu amor pelo Linton é como a folhagem dos bosques: irá se transformar com o tempo, sei disso, como as árvores se transformam com o inverno. Mas o meu amor por Heathcliff é como as penedias que nos sustentam: podem não ser um deleite para os olhos, mas são imprescindíveis. Nelly, eu sou o Heathcliff. Ele está sempre, sempre no meu pensamento. Não por prazer, tal como eu não sou um prazer para mim própria, mas como parte de mim mesma, como eu própria" 

"- Quero que me digas, com toda a sinceridade, se Catherine sofreria muito se o marido morresse. Este é o meu único receio e, por isso, me abstenho de qualquer ato: assim se pode ver a diferença entre os nossos sentimentos. Se eu estivesse no lugar dele e ele no meu, embora o odeie profundamente, jamais levantaria um dedo que fosse contra esse homem. Acredita, se quiseres! Eu nunca o teria banido da vida dela, se isso fosse contra a sua vontade. No momento em que o interesse dela acabasse, eu iria arrancar-lhe o coração e beber seu sangue."
 


"- Beija-me e não me deixes ver os teus olhos! Perdoo-te o mal que me fizeste. Eu amo quem me mata. Mas... como poderei perdoar quem te mata?" 

8 comentários:

  1. Nossa, parece ser uma história linda, mesmo sendo tragica, e o livro está baratíssimo, acho que vou comprar, merece ser lido. bejinhos e boa noite

    ResponderExcluir
  2. Eva!
    Esse livro é lindo de doer e emocionante! Um verdadeiro clássico! Sua resenha ficou magnífica, parabéns!!
    Bom poder seguir seu blog e paricipar por aqui. Sucesso!

    Receber sua visita no blog é momento de glória e alegria, obrigada!
    Retribuo sua atenção com todo meu carinho!
    "A amizade desenvolve a felicidade e reduz o sofrimento, duplicando a nossa alegria e dividindo a nossa dor." (Joseph Addison)
    Um domingo pleno de paz!!
    Blogueiras Unidas 1275!
    Luz e paz!
    Cheirinhos
    Rudy
    BLOG ALEGRIA DE VIVER E AMAR O QUE É BOM!

    ResponderExcluir
  3. Muito obrigada Rudy, vc é muito atenciosa. Fico feliz pela sua visita, espero que volte sempre ^^

    bjo

    ResponderExcluir
  4. confesso que tenho uma preguiça de ler livros...rs

    ResponderExcluir
  5. Adorei a recomendação.
    Tô super precisando ler alguns livros.
    bjs

    ResponderExcluir

Quem sou eu

Minha foto
Eu vivo de magia, de encantos, de emoção. Gosto de dramas bem elaborados e de tudo que aqueça o coração. Amo produtos de beleza, livros, filmes, músicas, culinária, bichinhos de estimação e otras cositas más. Enfim, Sejam bem vindos ao meu blog.

Faça parte ^^

Tecnologia do Blogger.

Borboletando

Borboletando
Me benzo. Te benzes.
"No meu demente exercício para pisar no real, finjo que não fantasio. E fantasio, fantasio"

"Ai daqueles que se amaram sem saber que amar é pão feito em casa, e que a pedra só não voa porque não quer, não porque não tem asa." Paulo Lemisnki

"Mas ela gosta de colecionar segredos... Coisas grandes,que ela guarda dentro de uma caixinha. É doce,doce,extremamente doce,tão doce... E ela fica ali,mastigando alegrias."

"Da paz e do amor eu quero muito mais."

"Como não era de curtir tristezas, pescou uma estrelinha do céu, botou na testa e acendeu a alegria"

"Eu não sou promíscua. Mas sou caleidoscópica: fascinam-me as minhas mutações faiscantes que aqui caleidoscopicamente registro." (Clarice Lispector)

Parceria

Link Me



by Duas Moças Prendadas!

Postagens populares

Pesquisar este blog

Siga por e-mail

Total de visualizações de página